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Rihanna: a garota boa que se tornou má... literalmente

Pode parecer clichê, mas acredito que um título de CD nunca disse tanto sobre a personalidade de uma pessoa quanto “Good Girl Gone Bad” (2007). Quando víamos a promissora e alegre Rihanna lá na época de “Pon The Replay” e “SOS” acredito que jamais imaginaríamos em como a Roc Nation, Jay-Z e, queira ou não, Chris Brown, a transformariam em uma dos maiores nomes da música atualmente.


Levando em consideração que mesmo sendo aclamados pela crítica e sucesso nos EUA, ‘Music Of The Sun’ e ‘A Girl Like Me’ não são discos expressivos quando se trata dela como cantora conhecida a nível global, vamos fingir que Rihanna “nasceu” em “Good Girl Gone Bad”, porque foi a partir daí que tudo mudou em sua vida. Com um disco maduro, bem produzido e cheio de ótimas canções que a tornaram conhecida nas rádios mundo a fora, Rihanna com o tempo foi tomando para si a postura adotada como temática do CD:
“ 'Bad' não é estar frágil. "Bad" tem o seu próprio prazo para cada pessoa e no meu caso, isso só significa que eu tenha ficado um pouco rebelde no álbum, quebrando a minha antiga postura, estou correndo riscos …”, revelou em entrevista à Capital FM.
Não sei se por ter se viciado na exposição e nos holofotes ou por uma questão contratual e por carregar o título de estrela mainstream de sua gravadora, Rihanna iniciou a massiva divulgação de seus discos e superexposição de sua imagem sem medir as proporções que tudo isso havia tomado.

Como foi mencionado no inicio, não foram apenas Jay-Z e a Roc Nation os responsáveis pela fama da barbadiana, Chris Brown, seu agressor e ex-namorado foi uma peça-chave para a reviravolta na vida da Barbadense. Em meados de 2009, após ser notícia no mundo inteiro pelo incidente com o rapper, gerando entrevistas e levantando a bandeira das vitimas de violência doméstica, Rihanna não se deu ao luxo nem de tomar um tempo para si, refletir sobre o ocorrido e suas decisões posteriores (chegando a ter um breve revival com Brown após o ocorrido) e já se trancou em estúdio para produzir ‘Rated R’, na opinião de muitos críticos, sua obra-prima.


Desde então, ela continua à emendar um disco no outro e o mesmo se diz sobre a divulgações de singles e turnês. ‘LOUD’ e ‘Talk That Talk’ estão ai para confirmar o que foi dito. Talvez por uma questão de solidão ou apenas por não ter uma noção do efeito que suas palavras e atitudes causam nas pessoas, a moça vem ressaltando a cada dia que não quer ser modelo para ninguém, sempre com suas ideologias. Só que parece que tudo isso está voltando como uma bola de neve para cima da cantora.

Mesmo tendo um talento inegável e ainda emplacando hits, ela está extremamente desgastada nas rádios, gerando concorrência contra ela mesma nos charts, sendo em canções próprias ou colaborações. Jay-Z, seu mentor, desenterrou um pequeno tesouro que havia guardado há anos para ser exposto ao tempo certo. Rita Ora. Mesmo não tendo talvez um terço da personalidade forte da interprete de “Umbrella” e nem a fã-base gigantesca que ela possui, Rita possui duas qualidades que RihRih jamais venha a ter. Paciência e disciplina, afinal de contas ninguém sem essas virtudes consegue passar tanto tempo esperando o sinal verde para dar inicio a sua carreira.


Em resumo, Rihanna continua ai, na preparação de seu 7º disco em menos de 8 anos, o que já é um currículo enorme se levarmos em consideração que artistas como Britney Spears, por exemplo, levaram quase o dobro para conseguir esta marca. Seguindo os passos de seu ídolo, Whitney Houston, a jovem barbadiana cresce cada vez mais no cenário musical, batendo recordes e ganhando reconhecimento. Só esperamos que a com tanta polêmica e um comportamento na maioria das vezes vezes autodestrutivo, sua personalidade tão forte não levem ela à ter o mesmo fim trágico que sua fonte de inspiração, afinal de contas, talento é algo que não deve ser desperdiçado.

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