StayPOP

Sonho Americano: em busca de um "hit"

Ao longo dos anos, principalmente a partir dos anos 90, uma dúvida tem dividido nações de fãs e críticos pelo mundo afora: Um cantor só tem um hit quando emplaca nos Estados Unidos?

Com a invasão britânica na terra do Tio Sam e com cada vez mais artistas de outras nacionalidades conseguindo conquistar o seleto público norte-americano, a questão é mais uma vez levantada. Será que um artista que não consegue se posicionar bem no Hot 100 da Billboard flopou? Mas, e a Europa? E a Ásia? E a America Latina, como fica?

Artistas, quando atingem um certo nível de sucesso, sofrem pressão de todos os lados para tentar emplacar nos EUA e ser considerado como alguém consagrado. Exemplos como Kylie Minogue e Cheryl (ex-Cole), no Reino Unido, Laura Pausini, musa dos Italianos, e até mesmo cantores e cantoras que viram o sucesso crescente no nosso país e tentam se beneficiar da Globalização, como Wanessa e Ivete Sangalo. Há todo momento artistas iniciam uma verdadeira cruzada para tentar ser aceito no mercado fonográfico norte-americano, e tentam, muitas vezes sem sucesso, alcançar os holofotes que alguém consegue ao ver seu nome na Billboard.

Alguns conseguem, sem muito esforço, como por exemplo Adele, chegar de fininho e se tornar aclamada no país. Outros precisam de uma divulgação massiva e um investimento altíssimo de sua gravadora para se tornarem populares nos EUA. E há inclusive aqueles que já provaram o gostinho e o efeito que um #1 num chart oficial americano tem e tentam incessantemente conquistar aquilo de novo. Estando dispostos, inclusive, a se distanciar completamente do seu estilo para consegui-lo. Não que isso seja sinal de música ruim ou o caso de “se vender para ter um hit”, mas é que muitas vezes o artista nesse processo acaba perdendo o foco do seu trabalho, que é entreter e fazer uma boa música.

Os exemplos, apesar de perigosos por sempre tenderem a serem levados para o lado pessoal, são bastante claros. Temos nomes como Nelly Furtado, Avril Lavigne e Shakira, que já conseguiram seus hits no cenário norte-americano e tentam novamente repetir a dose. E também existem artistas como Kylie Minogue e Cheryl, citadas no começo, que após muitas tentativas frustradas, já não se preocuparem tanto em lançar algo para o outro lado do oceano, quando são amadas e bem sucedidas na terra da Rainha.


Como os EUA foram por muitos anos a vanguarda quando se trata de lançamento de grandes artistas como Michael Jackson e Madonna, que rapidamente ganharam fama a nível mundial, muitos cantores e cantoras ao redor do mundo cresceram assistindo todo aquele processo e desejando o sonho americano. Porém, com o advento da modernidade e o surgimento de uma ferramenta valiosa como a internet, o que demoraria anos para ser escutado em outro país, leva minutos para se espalhar pelo planeta inteiro, facilitando assim, o conhecimento de novos ritmos, canções e artistas a todo o momento.

É preciso entender que o sucesso é algo relativo e deve ser mensurado de forma diferente para cada país (ou continente) e público que você pretende alcançar. É sempre bom para um artista quebrar barreiras, atravessar fronteiras e seguir novos caminhos. Mas, no mundo em que vivemos hoje em dia, é bem difícil um só país ser o ditador do que deve ou não ser apreciado.

Comentários

Publicado
Tags
Notícias recomendadas
Análises

Top Artistas