'Teenage Dream': A fabulosa e massiva fábrica de hits

Lá se vão quase 2 anos desde que Katy Perry deixou de ser a cantora de “I Kissed a Girl” e começou a causar diabetes no rádio com as doces e divertidas canções do álbum ‘Teenage Dream’, dono de um sucesso que eu aposto que nem a própria cantora esperava.


Cheio de hits prontos, como no caso de “California Gurls”, “Teenage Dream”, “Last Friday Night” e “Peacock”. Com alguns sucessos que acabaram sendo uma surpresa para todos, tratando-se de “E.T.” e “Firework”. E até mesmo faixas mornas e baladas que acabaram caindo no gosto do público, como no caso de “The One That Got Away”, “Pearl” e “Not Like The Movies”. O álbum começou sua jornada para ser uma dos grandes álbuns da história da música, mesmo sendo considerado por alguns apenas uma caixinha de acrílico bem-produzida. Contudo, Perry e sua gravadora acabaram metendo os pés pelas mãos e ficaram um tanto cegos pela possibilidade de ultrapassar o recorde de um dos maiores ícones da música mundial, Michael Jackson, nos charts.


Cheio de promoções, remixes desnecessários e conceitos um tanto forçados para a divulgação das canções do CD nas rádios, Katy acabou por destorcer sua imagem de cantora em ascensão, em alguém desesperado pelos holofotes e fazendo de tudo para não perder toda a atenção que estava tendo. No meio dessa confusão, eis que surge a ideia de encerrar com chave de ouro a era. Eis que surge ‘The Complete Confection’.

Não se sabe se é realmente um presente para os fãs ou um gás a mais para o disco que depois de 1 ano e meio já estava perdendo a força e se desgastando, o ‘The Complete Confection’ caiu como uma luva para a Capitol fazer com que sua artista mais promissora permanecesse no repeat em rádios do mundo todo. Todavia, eles não poderiam ter economizado menos na hora da produção do relançamento.

O re-release, composto por 6 faixas adicionais e 1 megamix, é um balde de água fria naqueles que apesar de não serem exatamente fãs, esperavam algo mais digno para encerrar as atividades do 3º álbum de estúdio com classe. Contendo a deprimente versão acústica de “The One That Got Away”, as fraquíssimas e mal-produzidas “Part Of Me” e “Dressin’ Up” e o remix desnecessário de Missy Elliott em “Last Friday Night”, a tracklist acaba por ser quase um CD de faixas demo, se não fossem pelo excelente remix de “E.T.” com os vocais de Kanye West que já havia se tornado single, o coeso e bem elaborado megamix feito por Tommie Sunshine e “Wide Awake”, única faixa “inédita” que fez jus a um relançamento.


O grand-finale da era, anunciada recentemente, é “Wide Awake”. Produzida por ninguém menos que Dr. Luke e Cirkut, a balada pop, que além da responsabilidade de encerrar um disco de tanto sucesso mantendo o mesmo nível das outras canções de trabalho, ainda será trilha-sonora do documentário musical ‘Part Of Me 3D’, já possui toda uma estratégia de marketing bem formulada, assim como ocorreu com “Last Friday Night” e “The One That Got Away”, só que desta vez, para remeter à nostalgia.

Em resumo, seja por sua excelente ordem cronológica, com as canções certas, lançadas nos momentos certos ou por ser uma obra-prima radiofônica em si, dificilmente você vai ouvir uma canção deste álbum daqui há alguns anos e não se lembrar da época que Katy Perry era a rainha dos charts.

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