Mariah Carey - "Triumphant (Get 'Em) (feat. Meek Mill & Rick Ross)"

Em 2008 a campanha de E=MC² era terminada sem o aguardado lançamento da faixa de abertura "Migrate". Nela, T-Pain contribuía com uma boa parcela para que Mariah Carey continuasse seu caminho bem-sucedido no R&B/Hip-Hop contemporâneo que em 2005 resultou num dos álbuns de maior sucesso da década, The Emancipation Of Mimi. Mas a gravadora fez vistas grossas à recepção popular e preferiu investir no fator Pop.

Na semana passada foi a estréia da nova música “Triumphant”. Um título apropriado já que esse foi um ano cheio de boas surpresas, como o aniversário de um ano dos gêmeos, o novo casamento com Nick Cannon e o fato de ter se tornado a jurada mais bem paga da história dos reality-shows. Na conferência de lançamento, Mariah foi perguntada se sofreu pressão mais uma vez para que mergulhasse nas tendências da música atual, e respondeu:
"Fui torturada dia e noite pela techno music. Mas eu nunca partiria nesse rumo só por que é o que está lucrando melhor. Seria incrível se conseguíssemos trazer de volta o tempo em que os singles R&B eram hits por si só. Eu ainda lembro como aquelas músicas faziam parte da trilha sonora da vida das pessoas."
O som é a reação a tudo isso. Apesar de provavelmente ser sua carro-chefe menos radiofônica, Triumphant funciona muito bem como uma canção inspiracional imersa do início ao fim no R&B/Hip-Hop. Fãs também podem considerá-la como uma vingança pela rejeição de "Migrate", já que esse é o primeiro single de Mariah a assumir a raiz do gênero de rua desde "Say Something", com Snoop Dogg.


Só o tempo dirá se essa direção aliada às acrobacias vocais de Carey [faz tempo que não vemos ela usar seu melhor talento tão bem] se encaixarão no perfil musical de 2012. De antemão, vale a pena notar como "Triumphant" difere em tudo das faixas uptempo carregadas de synths e vocais hiper-processados que pipocam nas paradas atuais. É arriscado, principalmente para uma artista que sobrevive de seus recordes e números gordos. A inclusão dos rappers Rick Ross e Meek Mill foi a jogada de mestre. Dá vida à idéia e lembra a década de 90, quando Mariah abraçou o rap e iniciou um movimento popular em favor do estilo. O respeito aqui é tanto que a anfitriã se satisfaz em só cantar dois refrões e uma ponte, sem versos.
"Trabalhar com com Ross e Meek em estúdio foi fantástico. Obviamente Ross é uma estrela e sou fã da música e do tom de voz dele. Achei que o contraste entre nossas vozes soaria bastante especial e adição de Meek trouxe o elemento novo que queríamos."

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